Uma mensagem...
Um texto sem poesia.
Cartas de lirismos, de coração cheio.
Morse...
Um pedido de ajuda.
Uma chamada, houve uma voz.
"Que querias?"
(Ajuda-me, não compreendo nada do que estás a fazer e magoas-me)
Uma chamada...
Porque me falou daquela maneira?
Mas nunca ninguém responde: Ouve a voz...
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010

Por vezes a vida prega-nos sustos
foge-nos com quem amamos
O que tomávamos como garantido desaparece
Pessoas a quem tentamos explicar
e que parecem entender
E tudo volta ao inicio
Guardam na memória o que podiam guardar no coração
Criam-se vícios
Não há voltar atrás, parece que só se pode remediar
Nada pode voltar, é uma constante mudar
Mas por vezes a vida filma momentos
Tira fotografias perfeitas
Rodam imagens que confundem os olhos
Pinta-mo-las a nosso ver, como queríamos que realmente fossem
Troca-se o dia pela noite
Sonhos acordados?
Divagar de pés no chão
Não posso dormir
Agora que parece não haver nada em que pensar
Um mundo vazio?
procurar até já pela imaginação
O mundo de contas não se realiza.
um momento e aproxima-se o silêncio
o som do sono canta
Voar
Lá perfeitamente nada
mãos de azul estendidas sobre as estrelas
Abraçam memórias
levam embora
um segundo, o fim estala
acabou o luto
apenas eu no espelho por fim
fantasmas embora
e os risos?
Não crescem
Balança sobre os ombros
Mal e bem, equilíbrio
E faltas tu a pesar
Qual deles me queres fazer superar?
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
O sol nasceu de novo
Mais um dia
Vejo o fundo da rua
Da calçada voam pombos.
Num relance vejo figuras em camara lenta
Mais um olhar mortiço.
Frio no nariz, pela garganta
Num respiro de dor cruel
Mais um dia que não falei.
A minha cabeça não funciona
Sigo ordens, não há nada que pensar
Não há tempo para pensar
Dói demais e afecta a minha eficiência.
As minhas mãos estão feridas e já sinto o cansaço
Mais um corpo caído.
Há horas para tudo o que devemos fazer
Penso muito rapidamente se é um mundo de facilitismo
Não vejo o mundo melhor.
Acho que nem agradeci ao empregado
Do pouco a que agora tomo atenção já ninguém levanta a cara
Não há educação...
Já nem sei o que disse, devo ter pedido o habitual
Antes gostava de experimentar tudo, não havia nada que ficasse muito tempo por descobrir.
Hoje nem comigo concordo
Fácil não é sinónimo de melhor
Nesta sociedade mostra-se correlacionada com banal.
Agora que tenho o prato à frente percebo porque o escolhi
Vejo 'enjoo' escrito por todo o lado
É comida rápida e faltam cinco minutos para entrar
Passo fome.
As pessoas olham, no seu rápido andar, no seu rápido observar
Pela minha figura a perfurar
Julgam-me.
Mais uma noite e agora despertei
Penso no que amanhã me espera
Não consigo parar de pensar
Será que duro mais um dia?
É dificil manter-me à tona
Como me vou salvar?
A chuva esfria
Não tenho qualquer agasalho
O casaco ficou no cesto amachucado
É único peso nos ombros que posso tirar
Num momento me convenço que não ficarei adoentado
Doente da alma
Mas sei que não é verdade
Sei em que dia estou, mas há quantos não vejo uma cara amiga?
Não há tempo para confortos, vida social inibida.
(...)
Mais um dia
Vejo o fundo da rua
Da calçada voam pombos.
Num relance vejo figuras em camara lenta
Mais um olhar mortiço.
Frio no nariz, pela garganta
Num respiro de dor cruel
Mais um dia que não falei.
A minha cabeça não funciona
Sigo ordens, não há nada que pensar
Não há tempo para pensar
Dói demais e afecta a minha eficiência.
As minhas mãos estão feridas e já sinto o cansaço
Mais um corpo caído.
Há horas para tudo o que devemos fazer
Penso muito rapidamente se é um mundo de facilitismo
Não vejo o mundo melhor.
Acho que nem agradeci ao empregado
Do pouco a que agora tomo atenção já ninguém levanta a cara
Não há educação...
Já nem sei o que disse, devo ter pedido o habitual
Antes gostava de experimentar tudo, não havia nada que ficasse muito tempo por descobrir.
Hoje nem comigo concordo
Fácil não é sinónimo de melhor
Nesta sociedade mostra-se correlacionada com banal.
Agora que tenho o prato à frente percebo porque o escolhi
Vejo 'enjoo' escrito por todo o lado
É comida rápida e faltam cinco minutos para entrar
Passo fome.
As pessoas olham, no seu rápido andar, no seu rápido observar
Pela minha figura a perfurar
Julgam-me.
Mais uma noite e agora despertei
Penso no que amanhã me espera
Não consigo parar de pensar
Será que duro mais um dia?
É dificil manter-me à tona
Como me vou salvar?
A chuva esfria
Não tenho qualquer agasalho
O casaco ficou no cesto amachucado
É único peso nos ombros que posso tirar
Num momento me convenço que não ficarei adoentado
Doente da alma
Mas sei que não é verdade
Sei em que dia estou, mas há quantos não vejo uma cara amiga?
Não há tempo para confortos, vida social inibida.
(...)
domingo, 8 de agosto de 2010
A conversa da Sra.Papoila

Faltam de coragem e princípios!
Que há mais?
Infantilidade!
Estes adolescentes parecem de cabeça oca,
Não têm nada na cabeça!
Tantas teorias, tanta escola para quê?
São tolos, amantes!
Dependentes de tudo
Até de mim se também os quisesse!
Maridos? Ui, a falta de controlo!
Perversidade!
Jovens levianos
Impressionáveis!
O que é dos livros?
Mas o que é da roca?
Que corpanzil é aquele?
Esteróides e hormonas!
Cabelos aprumados,
Dentes de nívea...
E depois tanta porcaria por dentro
Festas e choradeiras exageradas!
Irresponsáveis e mal-educados
Uns desocupados!
Depilações até à perfeição,
Novas aparências.
Tão depressa contraem doenças como tendências!
Desarrumados na cabeça e no quarto
Que roupa é essa?
E o silêncio ao jantar?
Você deve pensar que essa etiqueta de segunda classe me engana!
Pensa que tem direitos a meios ou até a princípios de filas?
Tens muito tempo para viver!
Esperas que me sirva!
Que fazem em restaurantes?
Animais
Gente disciplinada é que tem direito a empregados
A bancos ou toldinhos na praia!
Que cantoria vem a ser essa?
Bando de sonhadores
Ascensores a berrantes de rock!
A artistas de pincel queimado
Fumadores de primeira categoria
E barba com falhas
Por cima de borbulhas a brotar por baixo de pele envelhecida
Morena e enrugada a cair aos bocados!
Traseiros semi-firmes, meio flácidos
Totalmente à mostra!
Descaramento por um fio
Palavras cuspidas
Parece que não sabem construir frases
Multi-linguarudos!
Enquanto não crescem são chimpanzés
Prontos para se pendurarem de galho em galho
Desde que esteja recheado de dinheirinho ou chocolate!
Parece que só trabalham a refrigerantes
Mestres no embuste
Autênticos ladrões!
São a subsistência de um país desaprumado
Pois esbanjam em álcool, festas de chocalhar o cérebro
E drogas.
Chaminés industriais
Queimar gordura é que não!
Obesos de mac donalds e cábulas.
Estalos de desilusões
Deviam colocados em capoeiras
Para chocarem os problemas entre si
Para só se atingirem apenas a eles mesmos!

Quando houver um rio Uma corrente insuportável Haverá também uma mão Um remo. Levar-te-à nessa corrente Ou socorrer-te-à dela. Quando houver uma visão turva Não conseguires saber por onde vais De encontro a quê Haverá uma luz Se permaneceres resistente. Enquanto lutares A esperança correrá a teu lado E onde houver sangue Brotarão rosas.
Refúgios
sábado, 7 de agosto de 2010
Esparteiro - Pela frase chave ;D

O barco das palavras,
As alturas de cada torre,
As maresias em prosas.
De calçada mal assente,
De moinhos mal colocados,
As correntes de cada pensamento.
Cada passo mal medido,
Cada som abafado.
Todos os arraiais em saias,
O branco perfurado de flores vermelhas,
A ânsia pelos lençóis.
Força ao que tem que ser.
O casario no Verão,
Os valores da simplicidade,
É ver para crer,
Ter que errar para aprender.
De violino, poucas cordas,
O canto e tantas promessas.
A pequena raparia de tranças.
De encosto ao vento as gaivotas.
Vila com que sonho,
Para onde voltam os nossos marinheiros,
E de onde um café puxa uma conversa...
De paz e serenidade,
O abandono que me impeça.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
água
sexta-feira, 23 de julho de 2010
ExisteE anda por aí
O que nós todos sempre procurámos
Por entre a multidão
No virar de uma esquina
Um momento claro no meio de solidão
Um simples sorriso no olhar
A esgueirar-se pelo chão
O espreitar por cima do ombro
E a empurrar todo o corpo para voltar
Uma queda livre e infinita
A realidade do querer sonhar
Apertar a vida, num nó só abraçar
Viver por momentos, cair e ressuscitar
Olhar diferente, ver finalmente
Renascer de uma visão decadente
Olhar para o passado e ver que só se soube amar porcamente
A última dúvida alguma vez pendente
É contra o vento de frente cuspir
Reaprender o que é alguma vez sentir
Encontrar casa em todo o mundo
E de todo o mundo por um segundo fugir
É deixar de procurar a razão
De ver para acreditar, num suspiro
Para encontrar a convicção
No próximo ou no último batimento cardíaco.
Dizem que é impossível
Mas eu sei que é possível
Presos em descrença
Mas sejamos ambos felizes: aquele que ama e aquele que ama o que pensa
De alma e corpo
Encosto-me a estas palavras agridoces, sinto uma cama por debaixo deste corpo cansado, todas estas sílabas almofadas que tento suspirar encaminham-me ao repouso. Este templo mortal mal consegue silenciar-me a alma, de tão triste, de tanto cuspo atirado. Tantos risos que tentaste esboçar por entre rugas triste carcaça... Tantos sonhos tiveste que aguentar, que não eram teus. Sofreste tantos massacres que não merecias, que ela te causou, esta fonte incansável, insaciável , que vive jovem dentro de ti. Nunca pudeste cair sobre tantas palavras de conforto, como pudeste hoje. Lágrimas entre os sons da noite, sobre a cama, sobre uma cabeceira que acolhe a Lua, o calor aveludado que te cobre. Descansa agora enquanto ela permanece esgotada, descansa pobre engelhado, acaricia hoje o rosto deste pobre alma diminuída, que ela hoje não quer ser livre. Hoje, até ela pode precisar de dormir a teu lado, aquece-a pois hoje não tenho chama para lhe dar, nem ela a vontade para me oferecer. Hoje, eu só quero que o sono se avizinhe. E Lua trá-lo depressa.
quinta-feira, 22 de julho de 2010

Espera, dá-me mais um minuto
E eu esqueço
Só mais um minuto e eu esqueço
Tudo o que disseste
Tudo o que aconteceu
Tudo em que acreditava
Dá-me 2 minutos para mudar de perspectiva
Tenho que refazer tudo o que construí
Desapareceu tudo e eu não consigo ser indiferente
Dá-me um quarto de hora e eu finjo esquecer
Eu tento perdoar
É estranho sentir e não conseguir ligar a algo
É estranho lembrar-me de coisas e não sentir algo
Não consigo ser indiferente
Pode haver todo o tempo do mundo
Que não me vou esquecer
Da família e apoio
Da constante preocupação
Só por 1 minuto de cada dia me consigo esquecer
Que tivemos todo o tempo do mundo
E o tempo que me resta será a lembrar-me
Do que mostras já esquecer.

As sensações de uma vida
As emoções de um só peito
És os sorrisos que a minha alma faz
Das músicas, a mais querida
As fontes do país mais perfeito
De recantos que encontraste há tantos anos atrás.
Percorreste o mundo em parte meu
Conquistaste cada pedaço que foi meu
Foste das maiores âncoras Mal sabia que ficarias...
De tantos portos De tão pouco o tempo para viver
E decidiste aqui ficar. Não reconheço esta canção
Será verdade que é preciso aprender a gostar?
Se assim for, serás uma melodia intemporal
És o chão desta terra
Cada palavra soa na minha cabeça
Como as teclas de um piano
Iluminaste-me
És o sol desta terra
Já nada em mim duvida
Tiraste o que era de mim um caminho estreito
És todas as direcções que cada passo meu faz.
Português viaja pelo mundo
A tua bondade renderá qualquer rancor
Quebra este mundo sem pudor
E volta, felicidade da minha vida.
Pensamento II

Dizem que o melhor de nós, reside nos pensamentos
Nos profundos, os que mal conseguimos ouvir
E os maiores delírios, residem nos desejos
Naqueles que mal são ouvidos
E dizem que estes os dois fazem o ser humano sonhar
Todos os sonhos são fábulas por inventar
De gente longínqua
Daquelas que apenas vemos ao olhar para o céu
Para as estrelas
Pessoas que já foram
E pessoas que ainda aqui jazem
No nosso mundo, no nosso mundo encantado
Nas esquinas das nossas recordações
À espera de serem encontradas
Ou nós à espera de reencontrar
Agarrando-nos à corda da vida
No meio de nada, do imenso vazio escuro
Na corda da saudade
Nos profundos, os que mal conseguimos ouvir
E os maiores delírios, residem nos desejos
Naqueles que mal são ouvidos
E dizem que estes os dois fazem o ser humano sonhar
Todos os sonhos são fábulas por inventar
De gente longínqua
Daquelas que apenas vemos ao olhar para o céu
Para as estrelas
Pessoas que já foram
E pessoas que ainda aqui jazem
No nosso mundo, no nosso mundo encantado
Nas esquinas das nossas recordações
À espera de serem encontradas
Ou nós à espera de reencontrar
Agarrando-nos à corda da vida
No meio de nada, do imenso vazio escuro
Na corda da saudade
Ao pé de ti a vida tornava-se um retrato querido A música tornava-se um coração alegre Vibrante, por onde o sangue quente batia Ganhava magia, fervia-me a boca Corava e deste belo piso fugia Agarrava cada grão de terra por debaixo dos pés Que caminharam tanto em tão pouco tempo Ao teu lado. Ao teu lado sujava-me, a vida tingia-se de cores em pó E esta poeira não quer assentar quando danço contigo. Mancha-me o vestido de paixão. Um chamamento escaldante que sai do meu peito Por ti e só por ti. Dança comigo, outra vez Só quero estar contigo! Aperta a minha mão, Aperto os teus dedos contra os nós dos meus! Vamos voar contra o vento Violentamente e docemente... Este fim de tarde fervoroso Deixa-me a alma em fogo Aperta-me pela cintura! Rasga qualquer pudor A cada passo que damos. Os teus sapatos polidos Mal têm um vingo, um desgaste Vem enterra-los em pedras de calçada E não importa onde vamos. Irei puxar-te, Para sempre chamar-te. Eu quero, vem cuspir no oceano A essência desta vida, da nossa... Vem ver o azul que em nós brilha! Tão transparente... Trespassa cada poro da minha pele, Amarra-me! Domina e aceita cada parte selvagem que tenho Agarra-me firmemente! Aperta com mais força a minha mão Nunca te vou deixar Este mundo não aguenta a violência que sinto Corre por debaixo da minha pele. Quase cuspimos o coração Gritando tão impiedosamente Torna este sonho uma duna de sabores apimentados, Insuportável, viciante e bonita. Deita-me nesta rochas, Estas penas, estes véus ocultos, escuros, Em vacilos, Que cobrem a areia, areia púrpura Cobertas de sal e cheiro a maresia... Leva-me a vales, a savanas, cascavéis! Que este veneno saiba bem por entre cada veia! Faz amor, sorri para mim, Vem comigo conhecer as histórias que nos criaram. Vive comigo intensidades inconcebíveis! Observa cada muralha cada rua desta terra estonteante. Temos Deus a nossos pés... Sobre a nossa cabeça! Em cada emoção arrepiada! Sinto um sabor a mel Que cascata de sentimentos sumptuosos! Vou cair e acabar com um coração defeituoso Pesado de viver tão exaltadamente, profundamente, febrilmente. Não aguento tanto deste deleitoso excesso! Terei a tua mão como posse, o teu corpo como presença E o teu espírito ao meu abraçado, Num laço de infinito. Um universo esmagado Por tanto e numa existência tão insignificante. Cálice de labaredas no qual só quero dar A provar aos meus lábios, os teus. Varre apenas por um ápice este clarão Este turbilhão que trouxeste aos meus braços! E depois podes-me tomar conta de cada passo... Arrastar-me-ei contigo Atraíste-me e eu sou tua.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Tony's brilliant friend

Estamos no fim,
Estaremos?
É quase o fim.
Chegámos,
É quase.
Estes vales que subimos
Estão a parar aos nossos pés
Pega e cria acordes
Ouvem-se em todos os picos
O ar é o caminho destas músicas
Vitória, toca
É madeira, não tem problema
E estamos em contacto.
Olha para cima,
Não importa a altura
É tempo de olhar para sempre
Lá para cima para sempre
Pega nessa que vamos voar
Não vamos cair
Tem majestosas asas
Olha para o sol
Recebe o meu rosto
Tão cuidadosamente
Estamos, é verdade
Estamos
Vem, os pés pisam chão arenoso
Estamos sobre a terra
As olhas tocam
Vibram e deitam um cheiro
Tanta sombra, estamos sobre as suas raízes
Estamos a viver sobre o mundo
E as nossas cabeças acima dele
Vamos desatar os pulmões
Respira este ar
Que ele trás canções
Canta e compõe letras
Que são ouvidas de todas as alturas
Canta também
Que subirão e serão semeadas.
Somos o fruto destas aragens
Sim elas flutuam
Uma esfera
E sim estamos a avistar
É o fim?
Não, é perto
Apanha-as e trás
É bom e vamos refrescar
Estes pensamentos merecem
Brotar ali
Olha é um rio
Vamos descer
Deita-te, desce
Desce comigo
Sente o quão é fresca
Sabe tão bem por entre as mãos e os braços
Pelos pés
Os sentidos estão aqui
Fiquemos aqui em baixo
Olhemos sempre para cima
Para sempre, até que venham as asas
E voemos para lá
Queres descobrir? O que vem para lá
Do fim
Estaremos?
É quase o fim.
Chegámos,
É quase.
Estes vales que subimos
Estão a parar aos nossos pés
Pega e cria acordes
Ouvem-se em todos os picos
O ar é o caminho destas músicas
Vitória, toca
É madeira, não tem problema
E estamos em contacto.
Olha para cima,
Não importa a altura
É tempo de olhar para sempre
Lá para cima para sempre
Pega nessa que vamos voar
Não vamos cair
Tem majestosas asas
Olha para o sol
Recebe o meu rosto
Tão cuidadosamente
Estamos, é verdade
Estamos
Vem, os pés pisam chão arenoso
Estamos sobre a terra
As olhas tocam
Vibram e deitam um cheiro
Tanta sombra, estamos sobre as suas raízes
Estamos a viver sobre o mundo
E as nossas cabeças acima dele
Vamos desatar os pulmões
Respira este ar
Que ele trás canções
Canta e compõe letras
Que são ouvidas de todas as alturas
Canta também
Que subirão e serão semeadas.
Somos o fruto destas aragens
Sim elas flutuam
Uma esfera
E sim estamos a avistar
É o fim?
Não, é perto
Apanha-as e trás
É bom e vamos refrescar
Estes pensamentos merecem
Brotar ali
Olha é um rio
Vamos descer
Deita-te, desce
Desce comigo
Sente o quão é fresca
Sabe tão bem por entre as mãos e os braços
Pelos pés
Os sentidos estão aqui
Fiquemos aqui em baixo
Olhemos sempre para cima
Para sempre, até que venham as asas
E voemos para lá
Queres descobrir? O que vem para lá
Do fim
Amigos
Passou um ano, passaram tempos
Continuamos aqui, imóveis nesta figura
Nada se alterou, continuamos juntos
Como sempre, mantivemos a palavra
E de novo, permanecemos todos na mesma
Não mudámos,
Continuamos, tu conheces-nos
Fomos embora, mas não ficámos lá
Escolhemos os nossos sítios
Não foram eles a nós
Não se apoderaram da nossa mente
Vês? não mudámos
Continuamos um ano mais novos
Tempos mais novos
Somos crianças, estamos na idade eterna
Não mudamos, seremos sempre fiéis
Encontrámos pessoas diferentes de nós
E vês? Elas não mudaram
Vês? Estamos todos juntos
Vem volta, não mudaremos
Falta muito caminho
Quero descobrir, queres descobrir?
Aparece, vem connosco, não fiques sozinho
Dá-me a tua mão, vive connosco
Vês? É alegre, estamos alegres
Vês? Brincamos ainda,
Somos adultos por pouco tempo
Vês? Não te abandonámos
Não mudámos, vê, tu não mudaste
Mas estamos diferentes, vês?
É como se nunca tivéssemos mudado
Mas... nós não mudámos
Somos outras pessoas e não somos
Eu continuo assim
No fundo ainda somos todos
Junta-te, se calhar estamos a ver felicidade
Vês? não fomos embora
Porque estamos todos ainda
Iremos este ano para outra lugar
Iremos em tempos descobrir
E daqui a muitos anos
Eu quero continuar assim
Daqui a poucos tempos
Eu quero ficar melhor que assim
Mas ainda assim
Vamos. Vês? Não é mau
Vês? Somos todos
E todos vemos que o somos
Vês? hoje somos mais
E amanhã ainda nos somos.
Continuamos aqui, imóveis nesta figura
Nada se alterou, continuamos juntos
Como sempre, mantivemos a palavra
E de novo, permanecemos todos na mesma
Não mudámos,
Continuamos, tu conheces-nos
Fomos embora, mas não ficámos lá
Escolhemos os nossos sítios
Não foram eles a nós
Não se apoderaram da nossa mente
Vês? não mudámos
Continuamos um ano mais novos
Tempos mais novos
Somos crianças, estamos na idade eterna
Não mudamos, seremos sempre fiéis
Encontrámos pessoas diferentes de nós
E vês? Elas não mudaram
Vês? Estamos todos juntos
Vem volta, não mudaremos
Falta muito caminho
Quero descobrir, queres descobrir?
Aparece, vem connosco, não fiques sozinho
Dá-me a tua mão, vive connosco
Vês? É alegre, estamos alegres
Vês? Brincamos ainda,
Somos adultos por pouco tempo
Vês? Não te abandonámos
Não mudámos, vê, tu não mudaste
Mas estamos diferentes, vês?
É como se nunca tivéssemos mudado
Mas... nós não mudámos
Somos outras pessoas e não somos
Eu continuo assim
No fundo ainda somos todos
Junta-te, se calhar estamos a ver felicidade
Vês? não fomos embora
Porque estamos todos ainda
Iremos este ano para outra lugar
Iremos em tempos descobrir
E daqui a muitos anos
Eu quero continuar assim
Daqui a poucos tempos
Eu quero ficar melhor que assim
Mas ainda assim
Vamos. Vês? Não é mau
Vês? Somos todos
E todos vemos que o somos
Vês? hoje somos mais
E amanhã ainda nos somos.
Importância
Vê o quanto nos cruzamos
Não é destino, não é coincidência.
É o correcto,
Está afirmado que não é assim,
E assim estamos melhor.
Vês, o quão pouco nos cruzamos?
Então explica-me agora
O porquê do que acontece?
Quando nos cruzamos.
Que forças nos confunde desta maneira?
Queres saber? Eu quero saber
Estou farta de não saber!
A magia de tudo é descobrir,
Vamos descobrir de novo?
Eu já sei o suficiente para ir
Mas e se tu nunca o irás?
Talvez não haja qualquer início...
O que se passa?
Eu quero saber
Sabes?O que queres então?
Vem e mostra
Estás a ver o que sentimos?
E o quanto é pouco o que nos cruzamos?
Se calhar é isso, se calhar não
Vês a importância que dou?
É irónico...
E a vida continuará.
Vamos continuar
Afastados
Eu sei que o será,
E tu nem dás nada,
Sendo tão pouco todo o teu saber.
Não é destino, não é coincidência.
É o correcto,
Está afirmado que não é assim,
E assim estamos melhor.
Vês, o quão pouco nos cruzamos?
Então explica-me agora
O porquê do que acontece?
Quando nos cruzamos.
Que forças nos confunde desta maneira?
Queres saber? Eu quero saber
Estou farta de não saber!
A magia de tudo é descobrir,
Vamos descobrir de novo?
Eu já sei o suficiente para ir
Mas e se tu nunca o irás?
Talvez não haja qualquer início...
O que se passa?
Eu quero saber
Sabes?O que queres então?
Vem e mostra
Estás a ver o que sentimos?
E o quanto é pouco o que nos cruzamos?
Se calhar é isso, se calhar não
Vês a importância que dou?
É irónico...
E a vida continuará.
Vamos continuar
Afastados
Eu sei que o será,
E tu nem dás nada,
Sendo tão pouco todo o teu saber.
Despedida

Olha o que nos fizeste,
Mostra que és de perto.
Nós sabemos que és de perto,
Podes não voltar, mas és
Em nós e aqui.
Vem, só mais um pouco,
Relembra-me aos olhos
O que o coração vê.
Desculpa esquecer por momentos,
Desculpas?
Vais continuar cá e na mesma.
Não vás mais uma vez,
Volta menos uma vez,
Volta por favor.
Abraça-nos,
Vem e abraça quem está aqui,
Quem aqui ficou.
E vai,
Sê e seremos também.
Estamos juntos, lembraste?
Muito bem, vai e não esqueças.
Só por momentos, que eu desculpo-te
Um dia volta e eu desculpo-te.
Não vais nunca, eu sei
Porque és de cá
E és de perto, mais perto
Que eu agora de ti,
Mas de ti, sempre também perto.
O que é e o que foi, o que fomos e somos

É verdade, não temos um pensamento base normal, quando nos perguntamos retoricamente porque é que as coisas boas não se mantêm por muito tempo. É verdade que por vezes negamos a verdadeira razão de tal e essa negação provém da imaturidade de que é feita o nosso querer. Uma tardia aceitação vem do conformismo. O desabafo é uma analogia dessa aceitação interior. A verdade é que certos factos mostram que estas coisas acontecem porque pura e simplesmente têm que acontecer. Agora sou eu que digo, que se algumas coisas boas vão embora, é certo que algumas coisas boas nunca mais voltam. E é certo que as coisas que vêm para ficar, nunca se ausentam por muito tempo.
:)
Um pensamento
Pensaste tu que a tua felicidade vem de já estares bem como estás. Mas queres sempre mais, chamas-te 'inquietação', sofres uma mistura turbulenta de ansiedade e euforia, percorres
meio mundo e voltas. Tens tudo o que precisas e aquele pouco que tanto querias, apareceu de tanta escravidão mental e física a que te submeteste. Estás para além de um pouco solto, estás mais que livre, és prisioneiro feliz, reduzido a querer sempre sair e fugir para mais. Não te intitulas de 'fadiga' porque tens o necessário para nunca mais para e onde quer que paras, vês sempre a palavra 'inicio'.
meio mundo e voltas. Tens tudo o que precisas e aquele pouco que tanto querias, apareceu de tanta escravidão mental e física a que te submeteste. Estás para além de um pouco solto, estás mais que livre, és prisioneiro feliz, reduzido a querer sempre sair e fugir para mais. Não te intitulas de 'fadiga' porque tens o necessário para nunca mais para e onde quer que paras, vês sempre a palavra 'inicio'. Extrínseco

Entre o mar e areia, minguou a luz, pousou folhas sobre o chão ainda quente, que o vento varreu, trouxe neve, que cobriu e tornou tudo belo, brotou pequenos frescos botões, floriu ruas geladas. Mostrou de novo a migração, tornou noites claras e gente saiu. Novos ciclos de amores, amizades, fortes rancores de hilariantes desfechos, novas experiências e sabores, fez tudo passar e voltar, até sentimentos e alguns esquecimentos.
O tempo curou tudo o que não era impossível, mas a beleza horrível de certas coisas resistiu mais uma vez ao melhor dos destinos, a ele:
O ciclo, o início de todos o fins...
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