quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Uma mensagem...
Um texto sem poesia.
Cartas de lirismos, de coração cheio.
Morse...
Um pedido de ajuda.
Uma chamada, houve uma voz.
"Que querias?"
(Ajuda-me, não compreendo nada do que estás a fazer e magoas-me)



Uma chamada...

Porque me falou daquela maneira?
Mas nunca ninguém responde: Ouve a voz...

terça-feira, 24 de agosto de 2010


Por vezes a vida prega-nos sustos
foge-nos com quem amamos
O que tomávamos como garantido desaparece
Pessoas a quem tentamos explicar
e que parecem entender
E tudo volta ao inicio
Guardam na memória o que podiam guardar no coração
Criam-se vícios
Não há voltar atrás, parece que só se pode remediar
Nada pode voltar, é uma constante mudar
Mas por vezes a vida filma momentos
Tira fotografias perfeitas
Rodam imagens que confundem os olhos
Pinta-mo-las a nosso ver, como queríamos que realmente fossem
Troca-se o dia pela noite
Sonhos acordados?
Divagar de pés no chão
Não posso dormir
Agora que parece não haver nada em que pensar
Um mundo vazio?
procurar até já pela imaginação
O mundo de contas não se realiza.
um momento e aproxima-se o silêncio
o som do sono canta
Voar
Lá perfeitamente nada
mãos de azul estendidas sobre as estrelas
Abraçam memórias
levam embora
um segundo, o fim estala
acabou o luto
apenas eu no espelho por fim
fantasmas embora
e os risos?
Não crescem
Balança sobre os ombros
Mal e bem, equilíbrio
E faltas tu a pesar
Qual deles me queres fazer superar?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O sol nasceu de novo
Mais um dia
Vejo o fundo da rua
Da calçada voam pombos.
Num relance vejo figuras em camara lenta
Mais um olhar mortiço.
Frio no nariz, pela garganta
Num respiro de dor cruel
Mais um dia que não falei.
A minha cabeça não funciona
Sigo ordens, não há nada que pensar
Não há tempo para pensar
Dói demais e afecta a minha eficiência.
As minhas mãos estão feridas e já sinto o cansaço
Mais um corpo caído.
Há horas para tudo o que devemos fazer
Penso muito rapidamente se é um mundo de facilitismo
Não vejo o mundo melhor.
Acho que nem agradeci ao empregado
Do pouco a que agora tomo atenção já ninguém levanta a cara
Não há educação...
Já nem sei o que disse, devo ter pedido o habitual
Antes gostava de experimentar tudo, não havia nada que ficasse muito tempo por descobrir.
Hoje nem comigo concordo
Fácil não é sinónimo de melhor
Nesta sociedade mostra-se correlacionada com banal.
Agora que tenho o prato à frente percebo porque o escolhi
Vejo 'enjoo' escrito por todo o lado
É comida rápida e faltam cinco minutos para entrar
Passo fome.
As pessoas olham, no seu rápido andar, no seu rápido observar
Pela minha figura a perfurar
Julgam-me.
Mais uma noite e agora despertei
Penso no que amanhã me espera
Não consigo parar de pensar
Será que duro mais um dia?
É dificil manter-me à tona
Como me vou salvar?
A chuva esfria
Não tenho qualquer agasalho
O casaco ficou no cesto amachucado
É único peso nos ombros que posso tirar
Num momento me convenço que não ficarei adoentado
Doente da alma
Mas sei que não é verdade
Sei em que dia estou, mas há quantos não vejo uma cara amiga?
Não há tempo para confortos, vida social inibida.
(...)

domingo, 8 de agosto de 2010

A conversa da Sra.Papoila


Faltam de coragem e princípios!
Que há mais?
Infantilidade!
Estes adolescentes parecem de cabeça oca,
Não têm nada na cabeça!
Tantas teorias, tanta escola para quê?
São tolos, amantes!
Dependentes de tudo
Até de mim se também os quisesse!
Maridos? Ui, a falta de controlo!
Perversidade!
Jovens levianos
Impressionáveis!
O que é dos livros?
Mas o que é da roca?
Que corpanzil é aquele?
Esteróides e hormonas!
Cabelos aprumados,
Dentes de nívea...
E depois tanta porcaria por dentro
Festas e choradeiras exageradas!
Irresponsáveis e mal-educados
Uns desocupados!
Depilações até à perfeição,
Novas aparências.
Tão depressa contraem doenças como tendências!
Desarrumados na cabeça e no quarto
Que roupa é essa?
E o silêncio ao jantar?
Você deve pensar que essa etiqueta de segunda classe me engana!
Pensa que tem direitos a meios ou até a princípios de filas?
Tens muito tempo para viver!
Esperas que me sirva!
Que fazem em restaurantes?
Animais
Gente disciplinada é que tem direito a empregados
A bancos ou toldinhos na praia!
Que cantoria vem a ser essa?
Bando de sonhadores
Ascensores a berrantes de rock!
A artistas de pincel queimado
Fumadores de primeira categoria
E barba com falhas
Por cima de borbulhas a brotar por baixo de pele envelhecida
Morena e enrugada a cair aos bocados!
Traseiros semi-firmes, meio flácidos
Totalmente à mostra!
Descaramento por um fio
Palavras cuspidas
Parece que não sabem construir frases
Multi-linguarudos!
Enquanto não crescem são chimpanzés
Prontos para se pendurarem de galho em galho
Desde que esteja recheado de dinheirinho ou chocolate!
Parece que só trabalham a refrigerantes
Mestres no embuste
Autênticos ladrões!
São a subsistência de um país desaprumado
Pois esbanjam em álcool, festas de chocalhar o cérebro
E drogas.
Chaminés industriais
Queimar gordura é que não!
Obesos de mac donalds e cábulas.
Estalos de desilusões
Deviam colocados em capoeiras
Para chocarem os problemas entre si
Para só se atingirem apenas a eles mesmos!

Quando houver um rio Uma corrente insuportável Haverá também uma mão Um remo. Levar-te-à nessa corrente Ou socorrer-te-à dela. Quando houver uma visão turva Não conseguires saber por onde vais De encontro a quê Haverá uma luz Se permaneceres resistente. Enquanto lutares A esperança correrá a teu lado E onde houver sangue Brotarão rosas.

Refúgios


(...)O que não consigo dizer.
As confissões que faço, guardo-as aos deuses.
Apenas Juno luta a meu lado...
Porque não tenho poder imortal?
Poder para lutar mais um pouco?
Tenho Olimpo aos pés,
aos pés dos meus sonhos!
Mas os meus sonhos não gritam...
Não chamam por quem já não vejo.(...)

sábado, 7 de agosto de 2010

Esparteiro - Pela frase chave ;D





































O barco das palavras,
As alturas de cada torre,
As maresias em prosas.
De calçada mal assente,
De moinhos mal colocados,
As correntes de cada pensamento.
Cada passo mal medido,
Cada som abafado.
Todos os arraiais em saias,
O branco perfurado de flores vermelhas,
A ânsia pelos lençóis.
Força ao que tem que ser.
O casario no Verão,
Os valores da simplicidade,
É ver para crer,
Ter que errar para aprender.
De violino, poucas cordas,
O canto e tantas promessas.
A pequena raparia de tranças.
De encosto ao vento as gaivotas.
Vila com que sonho,
Para onde voltam os nossos marinheiros,
E de onde um café puxa uma conversa...
De paz e serenidade,
O abandono que me impeça.