
Por vezes a vida prega-nos sustos
foge-nos com quem amamos
O que tomávamos como garantido desaparece
Pessoas a quem tentamos explicar
e que parecem entender
E tudo volta ao inicio
Guardam na memória o que podiam guardar no coração
Criam-se vícios
Não há voltar atrás, parece que só se pode remediar
Nada pode voltar, é uma constante mudar
Mas por vezes a vida filma momentos
Tira fotografias perfeitas
Rodam imagens que confundem os olhos
Pinta-mo-las a nosso ver, como queríamos que realmente fossem
Troca-se o dia pela noite
Sonhos acordados?
Divagar de pés no chão
Não posso dormir
Agora que parece não haver nada em que pensar
Um mundo vazio?
procurar até já pela imaginação
O mundo de contas não se realiza.
um momento e aproxima-se o silêncio
o som do sono canta
Voar
Lá perfeitamente nada
mãos de azul estendidas sobre as estrelas
Abraçam memórias
levam embora
um segundo, o fim estala
acabou o luto
apenas eu no espelho por fim
fantasmas embora
e os risos?
Não crescem
Balança sobre os ombros
Mal e bem, equilíbrio
E faltas tu a pesar
Qual deles me queres fazer superar?



