ExisteE anda por aí
O que nós todos sempre procurámos
Por entre a multidão
No virar de uma esquina
Um momento claro no meio de solidão
Um simples sorriso no olhar
A esgueirar-se pelo chão
O espreitar por cima do ombro
E a empurrar todo o corpo para voltar
Uma queda livre e infinita
A realidade do querer sonhar
Apertar a vida, num nó só abraçar
Viver por momentos, cair e ressuscitar
Olhar diferente, ver finalmente
Renascer de uma visão decadente
Olhar para o passado e ver que só se soube amar porcamente
A última dúvida alguma vez pendente
É contra o vento de frente cuspir
Reaprender o que é alguma vez sentir
Encontrar casa em todo o mundo
E de todo o mundo por um segundo fugir
É deixar de procurar a razão
De ver para acreditar, num suspiro
Para encontrar a convicção
No próximo ou no último batimento cardíaco.
Dizem que é impossível
Mas eu sei que é possível
Presos em descrença
Mas sejamos ambos felizes: aquele que ama e aquele que ama o que pensa
a terceira estrofe a contar do fim e a ultima frase marcam toda a beleza do poema.
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